Vocação

29 06 2008

Jerônimo Mendes*
No mundo globalizado e competitivo todos sabem o que é vocação, seja pelo instinto ou pela informação. O problema é entender e aceitar a vocação como a salvação ou a decadência do ser humano.

Mais difícil ainda é entender as razões que distanciam as pessoas da sua vocação natural, ao aceitarem o fato de que uma vida confortável, do ponto de vista financeiro, e status, são suficientes para amenizar a insatisfação temporária, enquanto não encontram meios de canalizar energia e inteligência para fazer o que gostam.

Há um bocado de gente que se diz feliz fazendo coisas muito distantes da sua real natureza. Pessoas que sorriem durante o dia e choram durante a noite ao lembrar do dia seguinte quando devem voltar a fazer algo detestável e sem sentido, pessoas cuja segunda-feira é um martírio e sexta-feira um festival.

Durante uma vida inteira o ser humano insiste em carregar o fardo da indiferença e da falta de reconhecimento em troca de alguns míseros trocados. Muitos o fazem em troca de milhões de reais, mesmo infelizes, pois a ambição é uma virtude que corrói a inteligência e o bom senso se não aplicada na medida certa.

Afirmar que a vocação do homem é ganhar dinheiro para sobreviver e desfrutar de uma aposentadoria tranqüila seria muita pobreza de espírito. A Revolução Industrial e a modernidade pregada no século passado apagaram parcialmente o senso de vocação no mundo corporativo. A lei da sobrevivência continua fazendo vítimas, destruindo sonhos e talentos, em razão da sua natural seletividade.

Até a metade do Século XIX, quase todas as pessoas tinham profissão definida, por herança ou afinidade. Embora o termo não fosse utilizado na época, eram verdadeiros empreendedores, profissão que vai ganhar intensidade neste século com a redução considerável dos empregos no mercado de trabalho formal.

A industrialização do ser humano, o respectivo confinamento da força de trabalho em local determinado, por tempo determinado e a falsa sensação do emprego seguro, fez ressurgir o mito da tecnologia e modernidade 1 e sugou do trabalhador o pouco que lhe restava de senso crítico e naturalidade.

Hoje, mais do que nunca, nossos filhos são tentados a optar pela profissão de maior prestígio, dinheiro, poder e sucesso, por conta da nossa incompetência em afastá-los da mídia e mostrar a eles que, apesar da competição levada ao extremo, é possível ser feliz com menos.

Muitos pais insistem no mesmo erro dos antepassados empurrando os filhos para profissões onde eles não têm a menor chance de dar certo, ou seja, para a qual eles não têm a mínima vocação. Quanta falta de respeito pelos filhos!

Olhe ao redor e veja quantos médicos incompetentes, infelizes, cujos pais, também médicos, imaginaram que o melhor para os filhos seria seguir a mesma profissão, como se vocação e aptidão fossem transferidas geneticamente.

Felizmente, o trabalho é uma necessidade biológica. A questão não é se devemos trabalhar ou não, mas qual trabalho melhor se aproxima da nossa vocação. O melhor da vida seria acordar todas as manhãs para fazer o que se gosta, mas poucas pessoas gozam desse privilégio.

O desgaste na relação profissional inicia quando as pessoas não se imaginam com o direito de encontrar prazer e significado no trabalho. Em razão disso, é muito provável que estejam na profissão errada, sufocadas pela pressão constante do ambiente corporativo.

A permanência não é uma escolha, mas uma necessidade idêntica à do prisioneiro que faz da cela um ambiente melhor do que as ruas onde foi discriminado e passou fome.

Mais do que um direito, a vocação é um dever. Talvez por esse motivo seja tão difícil encontrá-la e mais cômodo contentar-se com o primeiro emprego onde possamos gozar das benesses criadas pelo esforço alheio, oferecidas em troca do nosso precioso tempo e inteligência.

Quando abraçamos uma profissão, mesmo não escolhida por vontade própria, vemos um sentido de realização, seja como médico, engenheiro, escritor ou algo que o valha, sem necessidade do reconhecimento propriamente dito, sinal de que estamos no caminho certo e a competição será menor empecilho para o sucesso.

Esse é o verdadeiro sentido da vocação: gostar do que faz. A maioria das pessoas continua fazendo o que não gosta imaginando um dia fazer o que gostam. Não está totalmente errado, mas a tendência natural é a acomodação e uma razoável aposentadoria, se tudo correr bem até lá.

Ter trabalho para encontrar trabalho, não desejo isso a ninguém. A segurança não está no trabalho formal, mas no reconhecimento da nossa capacidade de realizar o impossível, a qualquer tempo, por conta de uma vocação.

Você pode comandar uma grande empresa, ser o centro do mundo e mesmo assim estar completamente isolado, vazio em si mesmo. Você pode passar a vida inteira fazendo o que não quer, a exemplo de Babbitt no romance de Sinclair Lewis, e pagar um preço alto por ignorar sua vocação ao seguir uma profissão sem significado algum.

Como disse há pouco é mais difícil encontrar a vocação do que segui-la. Ter uma boa conta bancária é mais cômodo e aparentemente seguro. Seguir a vocação pode soar modéstia e falta de ambição, imperdoável nos dias de hoje.

Se não encontramos a vocação, é nosso dever perseguir a felicidade nas pequenas coisas, lutando contra o tempo que vai calando nossa voz interior e dizimando todas as esperanças de fazer do mundo um ambiente melhor.

Ceder com freqüência aos nossos desejos é uma armadilha, cuja vítima somos nós mesmos. Não é possível que, de cem metros possíveis, não consigamos avançar pelo menos alguns centímetros. Ter vocação é juntar cabeça e coração.

(1) O Feitiço das Organizações. Schirato, Maria Aparecida Rhein

*Administrador, Escritor, Palestrante e Professor Universitário. Autor do livro Oh, Mundo Cãoporativo! Lições e Reflexões.





Projetando o sucesso pessoal e profissional

29 06 2008

Amarildo Nogueira*

Aprendi a utilizar a palavra sucesso, com mais intensidade a algum tempo, depois de uma conversa com um amigo.  Pesquisando no dicionário Aurélio a definição da palavra SUCESSO encontraremos o seguinte significado; palavra proveniente do latin successu que significa aquilo que sucede, acontecimento, sucedimento, resultado feliz, alcançar grande êxito.
Dificilmente conquistaremos sucesso profissional se não tivermos também o sucesso pessoal.
Perguntando a diversas pessoas sobre o significado da palavra sucesso,  percebo cada vez mais que o mesmo é muito relativo e depende muito do que cada um deseja para sua vida. Para alguns ter sucesso é ter um bom emprego, para outros é ter uma família unida, para outros é ter um bom carro e uma bela casa, e assim por diante.
Quando falamos de projeção do sucesso pessoal e profissional, precisamos primeiro saber o que é importante para nós, o que nos faz sentirmos realizados. Engano é pensar que somente estando em evidência ou em  um emprego que nos remunere muito bem nos trará sucesso.
É preciso aprender a dar foco naquilo que se deseja conquistar, pois só assim se consegue traçar um planejamento para chegar onde desejamos. E saiba que quando você chegar lá muitas pessoas vão lhe dizer “Puxa, você é uma pessoa de sorte!”.
As pessoas dizem que tenho sorte ,mas percebo que quanto mais trabalho mais sorte tenho!
Quais são as pessoas que realizam grandes conquistas? São pessoas que vão em busca  de oportunidades ou aquelas que esperam  que a oportunidade bata em sua porta?
Citarei um exemplo bem simples. Quando você quer arrumar um namorado ou uma  namorada, você espera que alguém bata em sua porta e lhe diga “Olá, cheguei e saiba que eu sou o grande amor da sua vida”. Descrevendo desta forma parece brincadeira, mas é assim que as pessoas agem no mercado de trabalho. A grande maioria das pessoas ficam reclamando de sua vida, dizem que não tem sorte, mas também não procuram mudar. Assim fica difícil.
Então mencionarei algumas dicas importantes para o sucesso pessoal e  profissional.
1-Escolha: Saiba o que lhe agrada mais profissionalmente, lembre-se, nem sempre o dinheiro é o melhor caminho para a escolha de uma profissão e a conquista do sucesso esperado.
2-Marketing pessoal: Se as pessoas não souberem das realizações estamos obtendo, dificilmente teremos uma oportunidade para progredir. É preciso nos mostrarmos, estar em evidência, pois somente assim aparecerão as oportunidade. O marketing pessoal deve ser realizado de forma inteligente e harmoniosa, para que não sejamos vistos como o vulgo “mala”. O intuído do marketing pessoal é de nos projetarmos diante das conquistas realizadas, criando uma maior visibilidade.
3-Rede de relacionamentos: No mundo atual o relacionamento é fundamental, O ser humano dificilmente consegue viver  sozinho. Então quanto melhor o meu relacionamento no ambiente em que convivo, maior serão as oportunidades, pois no meio destas pessoas pode estar a oportunidade que tanto esperamos.
4-Foco no objetivo: É estar comprometido com o resultado e sucesso do que foi estabelecido por você. Quando se tem foco se tem direção, e somente com uma direção definida se consegue chegar a algum lugar.
5-Estabelecimento de meta: Imprescindível para que se consiga chegar onde se deseja, com maior rapidez e de forma planejada. Uma pessoa sem meta demora mais para alcançar o que quer e muitas vezes se perde no caminho.
6-Cursos extra curriculares: Melhora o nosso Curriculum e aumenta o nosso conhecimento. As empresas  cada vez mais valorizam esta modalidade, que é um diferencial competitivo.
7-Informação: As pessoas bem informadas sempre tem um lugar de destaque. Estamos na era do conhecimento é nos mantermos informados é de grande importância para nos tornarmos mais competitivos no mercado.
Costumo utilizar uma técnica bem simples mas muito funcional para conseguir o que desejo em minha vida, aqui apresentarei a vocês. Visualize a sua frente uma enorme tela, e nesta tela comece a montar um filme onde as cenas deste filme retratam o que você deseja que aconteça em sua vida. Pense neste filme sempre procurando fazer com que boa parte dele faça parte do seu dia-a-dia. Você vai perceber  que muitas coisa começarão a acontecer, basta acreditar. A medida que o tempo vai passando este filme vai obtendo um novo formato, onde as realização acontecem com maior freqüência.
Lembre-se, o sucesso está em nossas mãos, e muitas vezes não conseguimos enxergar isto. Mas para conseguirmos alcançar o  sucesso  que desejamos, é preciso acreditar e ficar ligado nas oportunidades da vida.

*Amarildo Nogueira: Formado em MBA em Logística Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Business and Management International Professional pela University of California – Irvine, Especialização em Metodologia do Ensino Superior e Metodologia da Pesquisa pela Fundação Getúlio Vargas e Bacharel em Sistemas de Informação pelo Centro Universitário Fundação Santo André – FSA. Mais de vinte anos de experiência profissional, desenvolveu carreira ascendente em empresas multinacional e nacional nas áreas de Logística, Supply Chain, Operações e Administração, no Segmento Industrial. Experiência em desenvolvimento e liderança de equipes, prospecção, negociação e implantação de projetos.





Seja bemvindo!

29 06 2008

Este é um espaço para divulgação, criação e troca de conhecimento. você é meu convidado. Deixe sua contribuição, faça contato!

Abraço, Luciene.





O CAMINHO DA BIOGRAFIA HUMANA E SUAS CHANCES DE DESENVOLVIMENTO

27 06 2008



Todos nós em algum momento de nossa vida, chegamos a nos perguntar: O que está acontecendo comigo? Porque determinada situação está se repetindo?

Enfim, sentimos que algo em nossa vida deveria mudar, mas não sabemos bem como, nem por onde começar. Estamos em “crise”. E qual é a natureza desta crise?

Esta crise tem uma natureza que podemos denominá-la de biográfica. A vida vinha seguindo um rumo determinado, amadurecíamos com as vivências, vencíamos obstáculos, púnhamos de lado outros, enfim, durante anos e anos tínhamos aquela sensação de que tudo ia bem. Porém, sem o percebermos, fomos aos poucos amadurecendo e, ao mesmo tempo nossas forças biológicas, que a partir dos 35 anos começam a diminuir, não agüentam mais a nossa solicitação e, de repente, não conseguimos mais manter o equilíbrio adequado entre regeneração e desgaste, e isto nos leva a uma “crise”.

Existem crises nas mais diversas idades. Há aquelas crises ou situações que se repetem muitas vezes na vida de certas pessoas, que fazem com que elas, por exemplo, se sintam como “ovelhas negras” ou que usem freqüentemente a expressão “sempre acontece comigo”. Há, portanto, crises e situações bem individuais, e outras que ocorrem com todo ser humano.

Ao investigarmos nossa estória tentando descobrir o que está havendo como uma chance de desenvolvimento começa –se a perceber o que faz parte do nosso destino individual e o que é comum a todo ser humano da civilização atual.

Nossa vida pode ser comparada com as quatro estações do ano: a primavera do nascimento até a maioridade, o verão a maturidade, o outono a fase entre os 40 e 60 anos e o inverno, a velhice.

Assim como o lavrador tem de saber qual é a época apropriada para semear e colher, o ser humano, para ter os frutos de sua vida, também deverá conhecer “as suas estações”.

Poderá então arar a terra na época adequada e semear aquilo que no futuro planeja colher.

O trabalho BIOGRÁFICO é um processo onde cada um usa como matéria-prima a própria história, que passa a ser compreendida à luz das leis universais que regem o desenvolvimento humano nas mais diversas esferas:Família, Relacionamentos, Saúde, Situação Profissional e Econômica e tantos outros aspectos…

Existem leis básicas que são regidas por períodos de sete em sete anos chamados setênios.

É um caminho de auto desenvolvimento onde se utiliza a história de vida como fonte de pesquisa que vai do momento do nascimento até a idade atual.

Você faz uma revisão serena da sua própria vida, sob orientação especializada, criando a possibilidade de identificar as qualidades que melhor expressam o seu ser;

Recuperando a capacidade de atuar em direção ao que quer, enxergando suas qualidades e limitações sob outro prisma e entendendo tudo como uma oportunidade para crescer e dar um salto de qualidade em sua vida; fazendo uma profunda reflexão quanto ao que é essencial para você.

Fundamentado na Antroposofia, de Rudolf Steiner,o trabalho biográfico consiste em olhar para a própria vida como um todo, de maneira objetiva e ordenada.

Perguntas como:

  • Qual o caminho a seguir?
  • Por que estou vivendo determinados desafios?
  • Como corrigir o que foi deixado ou vivido há tantos anos?
  • Vivemos por que é pré-determinado ou podemos construir uma história a partir do desejo?
  • Como lidar com o livre-arbítrio?

Podem ser aos poucos respondidas na medida em que se percorre o caminho da consciência.

  • Quais são os objetivos de se fazer um trabalho biográfico:

· Possibilitar uma compreensão mais profunda do caminho já percorrido na vida.

  • Fortalecer a individualidade, a fim de assumir plenamente as rédeas do destino.
  • Tomar consciência de ser um colaborador social para tornar o mundo melhor.
  • Trabalhar na própria biografia o conhecimento das leis gerais do desenvolvimento.
  • Perceber-se como indivíduo social nos diversos grupos aos quais pertence.

COMO SE DESENVOLVE UM BIOGRÁFICO:

A metodologia estruturada e envolve:

  • Momentos de pesquisa individual.
  • Troca de experiências em grupo e vivências de forma organizada e com a orientação contínua de um especialista.
  • Palestras, trabalhos artísticos e de movimentos.

Luciana Pinheiro é terapeuta biográfica do grupo VI da formação nos anos de 2001 a 2005 na Artemísia.

Desde 2006 desenvolve biográficos intensivos e/ ou em encontros semanais de grupo ou individuais.

Inspirada na metodologia biográfica e somadas a outras atividades artísticas,lúdicas e terapêuticas,criou o trabalho biográfico denominado TEMPO DO CORAÇÃO.

Saiba mais no site http://lucianapinheiro.com/popup.htm

Outros links afins:

Atelier Luciana Pinheiro

Contato:

031-32236774

031-91079503





10 Dicas para ter ética na empresa

19 06 2008

  1. Multicultural

Pessoas de culturas diferentes usam o tempo de formas distintas e se expressam, claro, cada qual à sua maneira. Essas diferenças se refletem tanto no modo como uma conversa acontece quanto na distância mantida entre as pessoas.

  1. Home Office

O trabalho em casa pode ser muito valioso sob vários aspectos, mas exige atenção especial. E muita disciplina para controlar o tempo e o comportamento em casa. Além disso, para ser bem-sucedido nessa empreitada, é preciso senso de organização.

  1. Trabalho

O trabalho é um meio que permite uma relação com o mundo e pode ser entendido como o modo pelo qual conseguimos expandir habilidades. Se não for assim, haverá frustração. Pessoas frustradas se comunicam mal e demonstram isso no seu comportamento.

  1. Ambiente

As instalações da empresa devem ser adequadas a seus objetivos. Para isso, é necessário levar em conta o número de funcionários, o fluxo de pessoas circulando, a funcionalidade, a ergonomia, a qualidade de vida e o bem-estar coletivo.

  1. Comunicação

Texto, e-mail ou telefone – todos esses meios carregam a imagem do autor. Cabe a organização orientar seus colaboradores quanto às práticas e normas adotadas, pois cada funcionário se torna um representante de marca quando está a seu serviço.

  1. Atendimento

As pessoas, quando telefonam para uma empresa, esperam qualidade. Isso é avaliado pelo tempo de espera e pelo nível de informação fornecida. Todos querem respostas objetivas e educadas.

  1. Linguagem Corporal

O corpo manda mensagem pelo modo de olhar, andar e sentar. Essas atitudes, ajudam a revelar muito da sua personalidade e profissionalismo. A primeira impressão marca. Por isso, ela é tão importante. Se por alguma razão a mensagem não for verdadeira, não será fácil revertê-la.

8. Apresentação

Nos negócios, as regras são claras e as pesquisas confirmam que o conservadorismo na forma de vestir prevalece para homens e mulheres. A informalidade exige cuidado e seu limite no mundo dos negócios é sutil. O segredo é ser discreta. Afinal, você deve ser lembrada porque anda bem vestida e não pelas roupas que usa.

9. Conflitos

Os conflitos acontecem em qualquer tempo e lugar. Eles se traduzem em divergência de opiniões, escolhas, idéias ou decisões. Nas empresas, a regra é despersonalizar o conflito, ou seja, em qualquer situação, deve-se ter foco na empresa, não no indivíduo. O bom gerenciamento de conflitos implica em respeito e profissionalismo.

10. Conduta Ética

Os códigos de ética referem-se ao conjunto de padrões de conduta que a empresa estabelece para seus colaboradores, sendo pautados por sua cultura e valores. Com essa declaração formalizada, o funcionário sabe o que a organização considera certo ou errado, aceitável ou não. Pela clareza das normas e procedimentos, consegue tomar decisões de modo mais ágil.





Mulheres, estou chocada!

15 06 2008
Mulheres, estou chocada! E-mail

Irlei Wiesel *

Estamos no séc. XXI, em 2008. A força da mulher se consolida. Enfrentamos alguns obstáculos, mas nada que se compare ao passado. Acompanhe, a seguir, o massacre emocional instituído por três respeitados pensadores sobre as mulheres.
Lutero, um famoso teólogo alemão, reformador e protestante que influenciava a mente das pessoas no século XVI, afirmava:
- “O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia”.
Já no séc. IV a.C., Aristóteles, filósofo grego, um respeitado guia intelectual de Alexandre, o Grande, afirmava:
-“A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior.”
No século XVI, o Rei da Inglaterra e chefe da Igreja Anglicana, Henrique VII, afirmava:
- “As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios.”
O tempo passou e vivemos uma outra era. A dinâmica atual sugere mulheres livres, atuantes, empenhadas, escrevendo uma nova história.
Os pensadores atuais são unânimes em aplaudir a força e capacidade da mulher mundial. Atualmente, o valor da mulher é reconhecido, porém, pergunto-me, por que o índice de mulheres deprimidas, ansiosas e emocionalmente estressadas é tão acentuado?
Estamos livres, mas presas aos nossos estados fóbicos.
Estamos lindas, mas feias para nós mesmas.
Somos amadas, mas nos rejeitamos.
Desenvolvemos inúmeras capacidades, mas parece que nos falta a paz.
Administramos agendas, mas boicotamos nossas emoções.
Controlamos grandes negócios, contudo maior é nossa tristeza.
Somos confiantes nas estratégias profissionais, mas inseguras quanto à vida pessoal.
Conquistamos o reconhecimento, mas sentimo-nos vazias.
Por que vivemos essa dualidade?
Talvez, porque, apesar dos tempos serem outros, ainda guardamos, inconscientemente, memórias emocionais daquela época. Através da memória coletiva ou da memória individual.
Quando nossa memória fica presa ao passado, temos a sensação da dualidade. Sabemos quem somos, o que fazemos e qual nossa missão. Porém, involuntariamente, sentimos que algo nos prende. Questionamos, inclusive, nossa liberdade. Aprisionamo-nos em culpa e medo. Sufocamos. Entretanto, inacreditavelmente, a vida nos convida a seguir. E, seguimos, mas muitas vezes, espiamos a nossa volta, à procura da energia pesada que tem o poder de nos deprimir.
Mulheres, nossa luta é de séculos, nossa missão é desenvolver a auto-estima coletiva. Os tempos já foram muito difíceis. Sugiro que todas nós, cada uma, no seu momento, solte a energia proveniente de crenças negativas em relação a nossa condição de mulher.Precisamos, juntas, criar um inconsciente coletivo livre. Só assim, aos poucos, seremos, individualmente, mais tranqüilas.
A liberdade, muitas vezes, é conquistada após muitos séculos, portanto, valorizemos o que já foi feito e sejamos felizes!

*Irlei Wiesel é Psicoterapeuta, Escritora.