Reputação.com

24 07 2008

Saiba como usar a vitrine da Internet para construir uma imagem pessoal positiva.

A Internet é uma vitrine. Escreva seu nome no Google e confira o resultado: surge um rastro digital feito de listas de a provação em concursos, comentários em salas de bate-papo, etc. A web registra pedaços de sua vida e forma uma imagem virtual. As empresas de recrutamento já descobriram isso faz tempo. Confira as sugestões:

- Seja natural: evite criar uma imagem altamente positiva. Trata-se de um erro facilmente percebido por headhunters e recrutadores. Ninguém é perfeito e demonstrar humanidade, acredite, pode contar pontos a seu favor. As empresas valorizam candidatos autênticos. Seja transparente. Não minta e nem omita. Tenha bom senso. “Não faça na Internet algo que você não faria no mundo real”.

- Crie um blog: um blog profissional, que discuta temas pertinentes ao trabalho, dá um toque de credibilidade à imagem de seu criador. “Um blog amplia a exposição do autor. As chances de o nome parecer numa pesquisa aumentam as chances e favorecem o profissional. Desde que o conteúdo tenha qualidade, relevância e português sem erros”. Mas atenção: mantenha o site atualizado, Caso contrário, você vai passar a imagem de desorganização.

- Publique conteúdos pertinentes: Se tiver algo realmente a dizer na Internet, diga. Se não for importante, fique calado. “Criar mais um blog ou abrir uma comunidade para não ter o que dizer é perda de tempo. Tente ser singular no conteúdo.

- Siga seu rastro: Uma vez por mês, faça uma busca no Google como termômetro para saber o que aparece sobre ele e se há alguém falando algo a seu respeito.

- Evite a imagem de um popstar: Estar presente em todos os sites de relacionamentos, blogs, fotologs e comunidades de Internet não é bom para a imagem. “Fazer marketing pessoal em excesso atrapalha”, evite muita exposição.

- Seja discreto: O Orkut é um dos sites de relacionamento mais conhecidos do Brasil e também o de maior exposição. Marcar presença em suas páginas não é ruim. Pelo contrário, pode transmitir a imagem de profissional conectado. No entanto, use o bom senso. Não vá moderar a comunidade. “Eu odeio a minha empresa”. Cuidado também com fotos ousadas e comentários inadequados.

- Torne-se um verbete: Há uma série de grandes executivos com um verbete criado na enciclopédia virtual Wikipédia. Muitos foram construídos de forma neutra, enquanto outros são partidários ou subjetivos demais. Criar um para o seu nome é simples. Se alguém já criou o seu perfil, você pode alterá-lo co informações mais precisas. A dica é fazer buscas freqüentes para descobrir se há novidades ou erros envolvendo seu nome.

- Faça uso de sua lista de contatos: No Likedin, Plaxo ou qualquer outra rede de relacionamentos, é importante trazer para a vida real a lista de contatos virtuais. “Cuide de sua rede de contatos, não a procure só quando necessitar.”Ou seja, mantenha contato com as pessoas fora da Internet.

Fonte: Revista Você S/A, edição 10 anos, 121, julho de 2008.





Emocionalmente Surdo…

24 07 2008

* por Maria Bernadete Pupo

Não raramente encontramos, em nosso ambiente de trabalho, profissionais que apresentam a característica do “emocionalmente surdo”, gerando assim conflitos intimamente ligados à comunicação. Sua característica principal é a de ignorar a opinião das pessoas, aliás só ele quer falar, portanto, não há como estabelecer diálogo com ele, nem sequer uma discussão. Sua característica ainda prevê auto-suficiência e sempre se apresenta em posição superior e na defensiva.
Os conflitos gerados em decorrência de tais atitudes são imensos, uma vez que não se pode conceber o processo de se comunicar sem ouvir.
Infelizmente, no nosso dia a dia, encontramos gestores e demais profissionais que sofrem desse mal – o não saber ouvir é mais amplo do que o ato de simplesmente escutar; ouvir significa compreender o que a outra pessoa expressa; ouvir significa se aprofundar na mensagem que se transmite; é assimilar muito mais que as palavras, ouvir muitas vezes relaciona-se ao ato de compreender os gestos, a atitude e a própria linguagem corporal – e ainda o próprio silêncio que deve ser analisado. Tudo isso está relacionado à comunicação – uma das mais complexas e difíceis tarefas humanas, sujeita à constante distorção no que se refere ao relacionamento interpessoal.
Peter Drucker já dizia que “o mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito.”
O diferencial, seja do gestor ou de qualquer profissional, está justamente no fato de negociar – que, em outras palavras, significa falar, ouvir, escutar, comunicar, colocar-se no lugar do outro e procurar entender a visão de mundo e os valores das pessoas com quem convive. É interessante analisar como pessoas com a característica de “emocionalmente surdo”, já têm a pré-disposição de não querer compreender o que o outro fala, sempre preparado para retrucar. Geralmente denominamos pessoas com esse perfil de polêmicas ou tacanhas ou do contra, mas no fundo sofrem de outro mal.
A arte de ouvir requer que a pessoa ouça e fale com a voz do coração, isso não significa dizer que devamos concordar com tudo,  ao contrário; devemos apenas abrir espaço para o outro expressar sua opinião e nos esforçarmos para entender seus sentimentos, para processarmos as informações, a fim de esclarecer  idéias e, quem sabe, chegar a um senso comum.
Muitas vezes para chegar a um consenso seja com seus pares, com a equipe ou com quem quer que seja, é necessário abrir mão da vaidade; é necessário deixar o ego de lado.  Para aprimorar a arte de gerenciar, temos de treinar a arte de ouvir, a qual servirá como ferramenta para a construção de comunicação eficaz, e de um relacionamento interpessoal consistente.
Costumo aplicar uma dinâmica, nos encontros de que participo, que consiste em distribuir um texto de uma história, dividida em cinco partes, cada parte cabendo a cada uma das cinco equipes formadas previamente. A discussão segue horas, pois cada grupo, trabalhando individualmente, talvez com a pressa de sair na frente, sem se preocupar com o espírito de equipe e tão pouco de dar ouvidos aos demais grupos, acaba dando sua versão para o texto recebido. Uns defendem que a personagem da história tem uma função, outros, que tem outra, e assim sucessivamente. Cada grupo tenta e inventa situações diversas para a história e o pior é que defendem a própria idéia como se verdadeira fosse. Esse é um exemplo típico de profissionais que não se comunicam e carregam a característica do “emocionalmente surdo”, ou seja, não querem ouvir, não querem entender, não querem perder tempo para negociar e muitas vezes acabam tomando decisões injustas pela falta da comunicação eficaz.
Ao final da dinâmica, quando descobrem que a verdadeira história da personagem está no somatório das partes, que cada grupo recebeu, ficam estáticos. Alguns refletem decepcionados, quando trazem o fato para a realidade do dia-a-dia, porém aqueles mais arrogantes continuam achando que estão certos, mesmo que o restante da equipe esteja contra.
Desde criança fomos ensinados a falar e somente a falar, mas infelizmente não nos ensinaram a arte de ouvir e tão pouco a arte de negociar. Pelo fato de crescer emocionalmente surdo, o profissional ou o gestor está nadando contra a corrente evolutiva e extremamente forte da razão. Isso revela que ele não consegue perceber que sofre desse mal, mas, de qualquer forma, nossa sugestão é a de que comece a prestar atenção em sua forma de atuar em grupo, e, para isso, convém procurar conhecer a imagem que provoca nas pessoas; é bom perguntar a elas se é ou não um bom ouvinte, mas esteja preparado para escutar e ouvir. Dessa forma, com certeza surgirão novas oportunidades de crescimento pessoal e profissional e de se tornar um ser “emocionalmente ouvinte”.

*Maria Bernadete Pupo é consultora e gerente de RH do Centro Universitário FIEO e professora universitária da FAC-FITO, ambas em Osasco (SP), e autora do livro “Empregabilidade acima dos 40 anos” (ed. Expressão & Arte)





A Ordem para um futuro profissional e pessoal

24 07 2008

Somos ou estamos limitados? A resposta é que sempre estamos enquanto não aprendemos a ser, pois tributos, altas e injustas condições de captação de recursos, excesso de burocratização (falência publica) e enormes contingentes de pessoas querendo ser a mesma coisa, não impedem para que alguns se alimentem e continuem construindo rumo às realizações.

Diante de tantos questionamentos e barreiras, a persistência (válvula que equilibra e contribui para que os desvios não afetem os objetivos), normalmente é contaminada pelo excesso de importância que damos as coisas que limitam e que no fundo já sabíamos desde inicio, mas que voltam sempre quando queremos justificar nossos próprios erros, transferindo-os para que não sejam nossos.

Se o mundo foi contaminado pelo individualismo quando das oportunidades, classificando-se em blocos, de ricos e pobres, desenvolvidos e em desenvolvimento, resta-nos um caminho que não depende tanto do se enquadrar nesse ou naquele sistema, mas do se adequar unindo o que se quer com o que de melhor pode se fazer para ter parte disso no plano real.

O problema não está nas contingências econômicas, mas exatamente nas pessoas querendo ser quase como um produto (distanciando-se do seu próprio eu) pronto a ser vendido, formatado por imagens, estampas, e por que não dizer por mentiras que distorcem nosso equilíbrio, contrariando Shakespeare com um “Ser ou Ser” a qualquer custo.

O grande problema não está em ser diferente, pois qualquer um com uma melancia na cabeça, poderá ser notado. O problema é possuir valores que atraiam os outros e esse é um segredo que não se encontra nas estampas do mercado, mas dentro de cada um de nós e na vontade para poder entender e buscar a formulação do que é importante, mas sem a perda do jeitão próprio diante da lógica para se chegar à conquista.

O que vale hoje é possuir um arsenal de conhecimento e experiência para ser variável nos procedimentos, e assim oferecer surpresas, no caso a caso, fazendo convergência da ciência com o potencial criativo, muitas vezes depositado e bloqueado pelo excesso do sim senhor, que de tão correto, sempre nos coloca atrás de um suposto patrão, mas não nos satisfaz como pessoas.

Fonte: Sérgio Del Sasso.





Desperte seu talento!

24 07 2008

Paulo Araújo*

O século já virou faz tempo, a revolução digital já é mais do que uma realidade, o mercado de trabalho mudou e a grande maioria dos profissionais já entendeu a mensagem: se tudo mudou, é preciso mudar também. Na era do conhecimento, que está entre nós faz tempo, vencem os mais talentosos. Mas talento não é algo único de alguns bem-nascidos, como muitos pensam, mas algo que todo mundo tem ou que pode ser desenvolvido. A questão é como despertar este talento e usá-lo em favor de sua carreira.
Como despertar esses dons únicos adormecidos dentro de você? Pode ter certeza de que você tem algum tipo de talento todo especial aí dentro e que, descobri-lo, vai ser um grande passo em sua carreira.

Aptidões naturais. O que você tem facilidade para fazer no seu trabalho e os outros têm algum tipo de dificuldade? Já é um bom começo notar alguma competência, onde todos os elegem como o melhor. Use sua percepção. É preciso negociar valores com o fornecedor? Chama o sicrano que ele é bom nisso. Opa! Um nato negociador. É preciso conversar com as pessoas e resolver um determinado conflito? Chama fulana que ela é ótima nessas questões. Mais um talento iminente: capacidade de liderança. Comece a perceber se você é sempre o escolhido para resolver determinada questão e use esse dom a seu favor, em áreas em que isso pode ser uma grande diferença.

Aposte na diversidade. Não fique preocupado em encontrar somente um único talento. Todos podem ser muito bons em várias coisas; portanto, não fique frustrado se não encontrar aquele talento único, todo especial. Na verdade, pense em algo mais sistemático. É preciso despertar os mais variados talentos para que, de uma forma geral, eles possam impulsionar sua carreira. Não adianta ser um ótimo comunicador e não trabalhar bem em equipe ou ser muito centralizador, entende? Aí, entra a diversidade e a capacidade de usar o seu arsenal de conhecimento e técnicas que podem efetivamente fazer a diferença. Pense: quais são os meus talentos na comunicação? Liste-os. Quais são os meus talentos no trabalho em equipe? Liste-os. E por aí vai. É a diversidade em sua formação acadêmica e cultural que vai fazer a diferença e não só um único grande talento.

Reavalie sua carreira. Agora é hora de verificar se tudo o que você fez em sua carreira realmente está valendo a pena. Se você se aposentasse hoje, você estaria realizado no seu trabalho? A forma como conduziu sua vida profissional até agora trouxe os resultados que pretendia? Você é o profissional e tem a carreira dos seus sonhos? Seja honesto com você mesmo e enfrente a realidade. É muito comum nossa carreira tomar rumos que não gostamos e é muito complicado voltar atrás, mas não é tão difícil mudar adiante. Dentro do meu contexto atual, quais os talentos que eu posso despertar que podem tornar minha carreira mais excitante? Crie sua própria definição de sucesso; certifique-se que está sendo coerente com seus valores e seja fiel a essa sua visão de vida, evitando distorções que só trarão frustrações no futuro.

Tenha disposição. Para despertar seus talentos, é preciso disposição para estudar mais, estar atento a treinamentos que podem auxiliá-lo em seu crescimento e estar preparado para assumir novas oportunidades. Resumindo, é um trabalho que vai demandar tempo, persistência e muita disposição. É preciso foco para manter a rota e evitar o vai-vém e a distorção de sua visão. Esteja atento se esses novos conceitos estão realmente lhe ajudando e se, efetivamente, podem ser usados em seu trabalho.

O caminho para despertar seu talento é cheio de encruzilhadas, mas vai ser uma aventura cheia de novas descobertas e realizações. O importante é estar disposto a correr riscos e acordar para uma nova etapa em sua carreira.

*Paulo Araújo é palestrante e escritor. Autor de “Desperte seu Talento – dicas essenciais para a sua carreira” – Editora EKO, entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br
Tel (11) 4153 6008 – Alphaville – SP





Experiência! Para quê?

24 07 2008

Ivan Kruger

Valorizo a experiência e respeito as pessoas com bastante idade, apesar de saber que não necessariamente seja o tempo, o responsável em fornecer experiência.

A experiência é um fator sempre considerado quando é preciso  uma decisão, um conselho ou confiar em alguém para uma tarefa. Vejo pessoas jovens, achando-se experientes, pessoas idosas achando que experiência é o mesmo que tempo de vida, e pessoas adultas se acomodarem com os erros que cometem,  dizendo: “ Foi ruim, mas valeu a experiência- é preciso tirar alguma coisa boa desta situação”!

“Experiência não é o que acontece a uma pessoa, mas o que a pessoa faz com que acontece com ela.” Se uma criança que não sabe andar, cai, levanta e cai, ela pode estar adquirindo experiência, independente de quantas vezes ela vai ao chão. Porém se uma pessoa, jovem, adulta ou idosa, comete uma falha em algum projeto ou decisão, sabendo antecipadamente, que poderia errar, e o motivo que levaria ao erro,  não é experiência, mas um tiro no escuro. Por exemplo: Você não pode olhar uma casca de banana no chão, pisar, escorregar e cair. Você só cai, se você não a viu. Portanto, pessoas inteligentes que escorregam em uma casca de banana, após tê-la visto, não podem dizer que adquiriram experiência.

Você conhece pessoas assim? Que sabem que vão errar, mas seguem o caminho da desgraça. Parecem que estão entorpecidas, míopes, com vendas nos olhos. Caem e dão risada, ou entram em profundo descontentamento pelo fato de terem caído. Não precisamos sempre errar para aprender, mas parece-me que há pessoas que preferem aprender pela dor. Adquirem experiência pelo método mais doído, e ainda por vezes culpam os outros e ao próprio DEUS, pelo buraco que elas próprias cavaram.

Aprendemos com pessoas, a maneira mais humilde, pelas circunstâncias, a mais sábia, com os nossos erros, a mais dolorida, e com os erros dos outros, a mais fácil. Qual das 4  maneiras você escolherá para  aprender?

Acredito que a busca incansável pela excelência, o aprimoramento contínuo, a observação de fatos, o muito ouvir, o mais pensar e o domínio sobre a nossa impulsividade,  nos leva a experiência, não necessariamente a idade.

Fonte: www.gestaodecarreira.com.br