O que motiva sua vida profissional e pessoal?

21 09 2008

É fundamental que nas organizações o gestor saiba motivar sua equipe, para que os resultados esperados sejam alcançados. Alguns dos fatores fundamentais que os gestores devem ter para gerar motivação nos funcionários são: Administração participativa, aceitar sugestões, ter atitude positiva e entusiástica, ser sensível às necessidades da equipe, ter paciência e ser realista.

Contudo, quais são os fatores que afetam a motivação das pessoas dentro de uma organização? Veja: a remuneração, a projeção e o prestígio, a segurança, o trabalho interessante, atividade útil e o tratamento humano.

A questão remuneração é muito discutida. Uma boa remuneração sempre ajuda no processo motivacional, mesmo porque o salário é visto por todos como um termômetro de valor que a organização oferece aos seus colaboradores. Portanto, um bom salário ou um aumento de salário é visto como recompensa por um bom desempenho e uma demonstração de quanto à organização aprecia o trabalho que está sendo desenvolvido. Esse reconhecimento gera ânimo e maior empenho.

Embora nem todas as pessoas busquem projeção e prestígio, a maioria aprecia ser reconhecida como sendo pessoas importantes e destaque dentro de um círculo profissional.

O sentimento de segurança também deixa as pessoas tranqüilas para exercerem suas atividades utilizando seu potencial de forma mais efetiva. Uma pessoa insegura torna-se mais propensa a cometer erros e até falta de cooperação.

Um trabalho interessante é um fator motivacional, oferecendo desafios e oportunidade de crescimento, assim como o trabalho útil também motiva a medida que queremos realizar um trabalho que contribua para a equipe e a organização.

O tratamento humano também é um fator motivacional, pois as pessoas possuem seu valor e merecem seu devido respeito.

Contudo é importante considerar as diferenças individuais de cada um dos funcionários para saber quais incentivos, pressões e ofertas se pode utilizar como fonte de motivação. Algumas diferenças individuais utilizadas para gerenciar de forma correta os colaboradores são: o conhecimento pessoal, educação formal e cultural, estado civil, situação financeira, saúde, credo religioso, relações sociais, experiências, idade e sexo.

1. Conhecimento pessoal:

O conhecimento que se possui afeta o seu estado de motivação. Quanto maior o conhecimento a respeito da atividade, mais motivado se torna para realizá-la. Isso inclui conhecimento técnico, importância daquela atividade, e como “você contribui para o trabalho em equipe”. Sempre antes de designar a uma pessoa uma tarefa, certifique-se de que o escolhido possui conhecimentos necessários para desenvolvê-la e ciente dos motivos para a sua execução.

2. Educação Formal e Cultural:

O nível de educação formal e cultural influencia no grau de motivação, pois só se estabelece uma meta se esse nível cultural permite atingí-la.

3. Estado Civil:

Os interesses de uma pessoa casada são diferentes do interesse de uma pessoa solteira. O casado provavelmente está preocupado com segurança e estabilidade. Uma pessoa solteira, que talvez não tenha obrigações financeiras, está mais disposta a arriscar-se, sem se preocupar tanto com as conseqüências, pois suas responsabilidades familiares são menores.

4. Situação Financeira:

Em geral, o nível de renda tem um forte impacto no nível de motivação, pois a situação econômica de uma pessoa determina o estilo de vida e nível social que, por sua vez, determinam as escolhas, preferências e gostos.

5. Saúde

A saúde de uma pessoa tem o poder de determinar seu estado de ânimo, seu estado de espírito, bem como as atividades que ele pode ou é capaz de desenvolver. Um indivíduo com uma doença séria tem propósitos e objetivos imediatos diferentes de uma pessoa com uma saúde perfeita. Uma pessoa com depressão no ambiente de trabalho é difícil de ser agregada, pois poucas coisas têm o poder de animá-la.

6. Credo Religioso

As pessoas religiosas tendem a ser fiéis as suas crenças e, quando decisões superiores atingem ou afetam essas crenças, essas pessoas tendem a agir de uma forma irredutível.

7. Relações Sociais

Você sabia que os tipos de pessoas e até a quantidade de pessoas com que convivemos pode afetar nossa motivação? Pessoas com natureza mais introvertida gostam de ficar sozinhas e não dependem do contato com os outros para realizarem suas tarefas em grupo. Ao contrário de outros, que são extrovertidos, isso deve ser considerado durante o estabelecimento de tarefas.

8. Experiências

As experiências pelas quais você já passou molda suas expectativas, percepções e valores sociais.

9. Idade e Sexo

Os interesses mudam conforme a faixa etária e sexo de cada um de nós. Assim o fator motivacional deve ser alinhado a faixa etária e gênero para satisfazer as necessidades ou interesses de cada um.

Por: Luciene Rodrigues Rochael Galvão.





Casamento e Sucesso Profissional

19 09 2008

Por Carlos A. Godoy

Acho muito bonito aquelas pessoas que conseguem atingir o sucesso em suas carreiras, sem desistir de suas famílias. É muito comum hoje em dia no mundo dos negócios (no artístico é ainda pior) o profissional, em algum momento colocar sua esposa(o) e filhos em segundo plano para poder atingir suas metas. Em muitos casos, este segundo plano nunca volta a ser o primeiro. Troca-se uma futura carreira por um ex-casamento. Comece a contar em seu meio, quantos profissionais estão em seu segundo ou terceiro casamento. Não significa que em todos os casos a carreira foi a causa da separação, mas em muitos deles este dilema carreira ou família foi uma realidade. Lembro de um colega de trabalho, muito ambicioso em suas metas profissionais, que estava em seu terceiro casamento. Muito animado, distribuiu os convites para a cerimônia aos amigos da empresa. Ao retornar ao trabalho, cobrou a ausênsia de alguns no casamento e teve de ouvir como resposta: “No próximo nós iremos”. Existem aqueles que, apesar das discórdias no lar, não desfazem o casamento e buscam manter as aparências. Ficaria muito mal para os seus currículos não ter uma bonita família para apresentar e assim, mantém um casamento de aparência. Os nossos políticos são os campeões nesta modalidade. Para alguns, mais importante do que ter uma família feliz é parecer ter uma família feliz. Há ainda os que encontram outro caminho. Acabam por buscar em seu trabalho o amor que não encontram em casa (não encontram ou não oferecem?). Estes vivem uma vida dupla, com duas “famílias” ou dois
“casamentos”. Nesta condição, pensam que são felizes, mas enganam a si mesmos. Será que sucesso profissional não combina com casamento original? Quantos casamentos são necessários para alcançarmos o sucesso em nossa carreira? Quantas(os) esposas(os) e filhos teremos de deixar pelo caminho para chegarmos lá? Apesar de muito comum, não acredito que esta seja a regra para atingirmos o sucesso em nossa profissão. Na realidade, o inverso é que é verdadeiro e muitos profissionais encontraram este equilíbrio. Uma família bem estruturada, um bom relacionamento em casa farão a diferença em nossa jornada profissional. Ter ao nosso lado uma(um) esposa(o) que nos apóia e filhos com quem temos tempo de conviver, são fatores essenciais em tempos difíceis. Não é trocando de esposa(o) ou desistindo de nossos filhos que resolveremos os problemas na empresa, mas é a ausência deles ao nosso lado que tornarão estes desafios mais difíceis de serem vencidos. Não existe cargo ou posição social maior do que aquela atingida entre as paredes de nossos lares. O título de pai/mãe, esposo/esposa, talvez não nos dará o status que buscamos, mas sem dúvida nós dará a felicidade que talvez ainda não encontramos. Neste artigo pareço mais um consultor familiar do que organizacional, mas no fundo um depende muito do outro. O sucesso (com felicidade) profissional está diretamente ligado ao sucesso em nosso lar. Um sem o outro deixa um vazio difícil de ser preenchido. Para o dilema, carreira ou família, só existe uma resposta: Os dois!





Aliar família e profissão envolve risco…

15 09 2008

Por: Mariá Giuliese


As mulheres cresceram, evoluíram e descobriram que podiam competir no mercado de trabalho, ganhar respeito e independência, sair da tutela do homem, ter vida própria e estabelecer relações de parceria e de igualdade.

Mas, como toda evolução pressupõe frustrações e perdas, foi preciso pagar um preço. Não se trata de dúvida ou dilema entre carreira e família. Trata-se de acrescentar funções às existentes: a de filha, a de mulher e a de mãe.

Dúvidas como “é possível conciliar família e carreira?”, “do que se pode abrir mão?” e “qual é o melhor momento?” permeiam a vida das mulheres e devem ser respondidas a cada passo.

A dedicação excessiva ao trabalho e a busca desmesurada do sucesso cegam a mulher para a vida familiar e acarretam estresse, hipertensão, infarto, alcoolismo.

Por outro lado, a negação das necessidades intelectuais, de construir uma carreira, e a excessiva dedicação à família limitam, fragilizam e frustram. O crescimento implica preparar-se para administrar cada vez mais problemas. É preciso definir prioridades, fixar limites e dizer “não”.

A maternidade, por exemplo, só pode ser postergada até certa idade. Então, é preciso saber qual é o tempo de ser mãe. E, nesse caso, estar preparada para interromper temporariamente a corrida profissional. Mesmo que a interrupção não seja prolongada, é possível que ocorra demissão.

Escolher, apostar, correr o risco, administrar a realidade das diversas funções é a saída. É preciso saber qual é o tempo de ser mãe e o tempo de trabalhar.

A experiência do casamento e da maternidade é fator fundamental para o desenvolvimento da mulher e, certamente, contribui para fazer dela uma profissional melhor. Empresas e empresários deveriam saber disso.